Frente à solidão da natureza morta
De tintas lúgubres na clara tela
Posto-me fantasma oculta
Em lápides eréteis de cemitérios rotos.
Nem mesmo o frio agora me conforta:
Na carne, o corte da navalha
De incisivo fio, vermelho-sangue verte
Vejo-te cego,
Andarilho em meus desérticos
Oásis de tamareiras
Mortas à margem seca.
Choro, loura, o descaso
Mouro desse Othelo emortalhado.
Patrícia Gomes e Alexis Kauffmann
Imagem: Eric Goha







































Alexis Kauffmann disse,
Outubro 13, 2007 às 9:11 pm
Nossa, que honra aparecer como co-autor no Estado de Lítio! Fico todo bobo! bjão!
Patrícia Gomes disse,
Outubro 13, 2007 às 9:37 pm
Toda boba fico eu pela honra que vc me concedeu em salvar a minha pretensa poesia!! ;o)
Bjos!!
Helio Jenné disse,
Outubro 22, 2007 às 4:46 pm
Simplesmente demais! Que essa parceria se desdobre em muitas páginas! Beijos e abraços, um fã também bobo, rs.