Do Que Você Não Vê…

É fato que não há noite
Em que me permito adormecer.
Tu não me entendes e me
“Entope” de ansiolítico…
Triste de ti que não entende
O que vejo e se ensurdece
Quando digo-te que a graça
Da minha existência está em
Procurar vozes na noite,
De uma noite que leva os
Olhares arrastados para o
Fundo do mar, que lambe
O magma da terra que sangra,
Uma noite cujo vapor dourado
Morno do sol se apaixona
Pela ausência de luz cálida
Que torna prenhe de vida
O ventre da minha existência…

Patrícia Gomes
Imagem: Marcin Klepacki

4 Comentários

  1. Outubro 20, 2007 às 9:13 pm

    Quando digo-te que a graça
    Da minha existência está em
    Procurar vozes na noite,
    De uma noite que leva os
    Olhares arrastados para o
    Fundo do mar, que lambe
    O magma da terra que sangra,

    A graça e a desgraça da existência na noite sem vozes no fundo do mar que lambe olhares sangue de uma terra magma.

  2. Karina disse,

    Outubro 20, 2007 às 11:27 pm

    parece que a minha graça tb tem sido essa ultimamente, procurar vozes na noite…

    gostei muito dessa poesia

    beijos e xerinhos lindona!

  3. Patrícia Gomes disse,

    Outubro 21, 2007 às 1:02 pm

    É Alexis, os dois lados, ahhh, dois lados, sempre…
    Bjos triplos!!!

  4. Patrícia Gomes disse,

    Outubro 21, 2007 às 1:03 pm

    Que bom, Ka, estou com saudades de vc, vamos combinar uma hora de papearmos, viu lindona!
    Beijos e xeiros procê tb.


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