Na madrugada, rolling stones…

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Na calmaria que a noite me traz eu fico assim, a pensar em tudo o que me rodeia, no que o silêncio me diz em dias agitados, ou o que me fala a agitação de dias calmos. Paradoxal? Nem tanto, se souber exatamente o que não quer. Mas alguém o saberia?

Questionamentos sempre me invadiram, madrugada à dentro. Há muito tempo que não me sentia assim, nem mesmo me sentava aqui às 3 da manhã para escrever o que me vem à mente. Será que estava me anestesiando? De alguma forma acho que sim, seja com o remédio ou mesmo disfarçando a minha inércia quase inerente. E admitir tudo isso é muito estranho que beira quase ao cômico. Revelar a sua verdade para si mesmo é um gesto quase cômico de tão forte e, ao mesmo tempo, demanda mais coragem do que suponho ter. Acredito que ainda me sobrou muito da mania de mergulhar sem medir profundidades… Mas agora, aqui, parada, nesse espaço/tempo tão curto e eterno, eu fico pensando se realmente quero esse mergulho…

Ainda não sei…

 

Imagem: Oktay Donmez

 

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