
Na madrugada que arde
poços se enchem de volúpia
e no vento de um tão rápido agosto
pressinto teu hálito que cheira a quebranto
de um qualquer canto do céu,
seja o do azul bolorento ou o púrpura
que lustra meus olhos e adoça minha boca
em ditosas sendas…
E dos lábios rolam grossas lágrimas
que meus dentes arrancam
na tempestade de desejos que
aquecem-me o sangue num trovão
sereno e ao mesmo tempo elétrico…
Já não mais pondero,
não espero,
e só quero que me atire
sobre a relva
e que revele minha
Natureza nada morta…
Patrícia Gomes
Imagem: Zbyszek Filipiak







































Nana disse,
Setembro 1, 2008 às 12:53 pm
“que revele minha
Natureza nada morta…”
viva e vívida como é você, Poesia…
Jorge Vicente disse,
Setembro 2, 2008 às 10:55 pm
a natureza de todos nós.
bonito poema!
um grande abraço
jorge vicente